Teologia do Empreendedorismo

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Leandro Karnal, fala sobre o que ele chama de "Teologia do Empreendorismo". O império do Sucesso.



O que tem de verdade ou de mentiras? Falsas premissas e falsas promessas em eventos sobre empreendedorismo (remeto-me aqui ao mercado de internet marketing em que pulula cada vez mais esse tipo de evento...
Ele defende que hoje empreendedorismo só existe se você não tiver "fé". Ele entende que o empreendedorismo é a pedra de toque de todas as pessoas, especialmente do mercado.

A ideia propagada é que sucessos e fracassos só podem existir por culpa do próprio empreendedor. Se você não tiver ou não conseguir controlar seu é porque ainda não teve fé suficiente. Para os novos sacerdotes, o empreendedorismo é a chave do futuro...

Esse conceito nasceu do empreendedorismo norte americano de "winners e losers". Onde Steve Jobs (um dos novos santos) não leu sobre Steve Jobs! Leituras de biografias dos bilionários, livros sobre Start Ups, cursos para empreendedores (digitais!?) são as formas de propagação dessa religião.



O que seria então empreender? Quais as possibilidades concretas e reais atualmente?

Fala-se bastante hoje que "empreender transforma". Antes era Jesus, o evangelho. O paralelo é bem interessante com a teologia da prosperidade tão em uso hoje em dia nas igrejas.

O pecador é aquele que não é proativo, que não colabora com a sinergia da empresa, quem não veste a camisa, que não tem meta, que não é criativo, que não sai da caixinha... Fórmulas para prometer felicidade?

Aqui no vídeo, o filósofo toca num ponto que muitos se deparam no modelo de empreendedorismo moderno: a teologia da prosperidade. Se você consegue é porque teve fé (comprou cursos e foi em eventos motivacionais em sua maioria com um pouco de conteúdo). Se não consegue é porque não teve fé (não comprou cursos, não foi em eventos).

No entanto não assumir as metas, premissas e estrutura mental pra empreender, não te leva a ponto nenhum.Deixa-o como está atualmente. E a grande maioria (eternos insatisfeitos) não querem ficar onde está atualmente (eu não quero!).

Vale a reflexão para evitar armadilhas, mas assumir o ponto de vista de não existir possibilidades pode travar num mesmo patamar.